Olhares descartados nos sonhos arruinados e traídos pela confiança, agora só resta este pesadelo infernal e vergonhoso. Pesadelo o qual a amizade, amor e compaixão são ignorados e banidos, pesadelo em que as garras e os dentes da fera são mais afiados que o próprio desejo de acordar, mas a besta que persegue não perdoa, e tenta caçar o ponto mais fraco do sonhador...
A determinado ponto, a angustia torna-se tanta que fugir já deixa de ser uma opção, e morrer a tentar sobreviver se torna na única solução. Os instintos de sobrevivência já não são suficientes, são inúteis, desperdiçantes de tempo e confusos, o sonho é o mesmo, o fim desejado é que já não o é.
E assim cai uma alma indefesa e abandonada, morta durante a noite, morta pelo sonho que nunca pensara ser pesadelo... Já não vale a pena olhar para o mundo com os olhos de quem o odeia e desrespeita, porque esse mundo nunca mais será o mesmo, porque aquele pesadelo doentio o impede de ver a realidade, impede-o de acordar...
Só restará passar o resto da vida a tentar fugir nesse pesadelo, sem nunca mais conseguindo acordar e abrir os olhos para perdoa o erro que lhe foi cometido, provando assim que a estupidez humana não tem qualquer limite.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Burning desire
Por cada noite de insónia, por cada hora perdida, por cada esperança destronada, não deixo de querer continuar, não deixo de continuar a perseguir pelas sombras enquanto tento ouvir a tua voz a chamar por mim, mas o teu chamamento, até agora, nunca me chegou aos ouvidos.
Por cada abraço mais apertado, por cada beijo mais carinhoso, por cada memória sem igual, agora parece que quebraste a tua promessa de seguir em frente, mas eu, pela primeira vez, duvido disso, duvido da tua palavra de que querias continuar sem alguma vez olhar para trás. Tu desempenhaste o teu papel como querias, fizeste "o mundo ajoelhar-se" perante a tua presença só porque assim o esperavas.
Por cada vergonha passada, por cada sorriso falso, por cada desculpa inventada, eu continuo a arder com este desejo de que tudo o que era mentira fosse agora uma realidade de pura verdade só para que consiga enganar-me, para poder viver na ignorância feliz e infantil que mal nenhum alguma vez fez.
Por cada pedido de perdão, por cada recusa da verdade, por cada segundo de dor, tudo parece mais difícil do que nunca antes presenciado ou sentido, este momento caótico não perdoa o passado sem que sacrifícios sejam feitos. Agora tudo o que resta é a amargura da tua voz e a tristeza nos teus olhos, e tudo o que existe agora é a lágrima do desespero, só porque este desejo ainda arde como antes.
Por cada gota de sangue derramada, por cada osso partido, por cada desculpa aceite, eu queria ter outra escolha, mas não tive nem podia ter, mesmo após tudo ter acontecido, não é como se alguma coisa fosse mudar, porque no final, tu deixaste-me à chuva...
Por cada abraço mais apertado, por cada beijo mais carinhoso, por cada memória sem igual, agora parece que quebraste a tua promessa de seguir em frente, mas eu, pela primeira vez, duvido disso, duvido da tua palavra de que querias continuar sem alguma vez olhar para trás. Tu desempenhaste o teu papel como querias, fizeste "o mundo ajoelhar-se" perante a tua presença só porque assim o esperavas.
Por cada vergonha passada, por cada sorriso falso, por cada desculpa inventada, eu continuo a arder com este desejo de que tudo o que era mentira fosse agora uma realidade de pura verdade só para que consiga enganar-me, para poder viver na ignorância feliz e infantil que mal nenhum alguma vez fez.
Por cada pedido de perdão, por cada recusa da verdade, por cada segundo de dor, tudo parece mais difícil do que nunca antes presenciado ou sentido, este momento caótico não perdoa o passado sem que sacrifícios sejam feitos. Agora tudo o que resta é a amargura da tua voz e a tristeza nos teus olhos, e tudo o que existe agora é a lágrima do desespero, só porque este desejo ainda arde como antes.
Por cada gota de sangue derramada, por cada osso partido, por cada desculpa aceite, eu queria ter outra escolha, mas não tive nem podia ter, mesmo após tudo ter acontecido, não é como se alguma coisa fosse mudar, porque no final, tu deixaste-me à chuva...
domingo, 10 de janeiro de 2010
Disturbio psicológico
Da originalidade e simplicidade de que surgiu o pensamento cognitivo e independente de um ser que respira oxigénio, não omito a verdade de que certos pensamentos me perturbam e que o medo do que outros pensam de mim me incomoda.
Sinto-me constantemente enjoado quando imagino o que o próximo estará a pensar de mim, e tais náuseas atingem um auge que para mim é catastrófico quando me olham nos olhos com uma certa parecência pensativa... Causa ódio, e com esse ódio vem ainda mais medo...
Ao sair da situação em que me encontraria, passaria a sentir pena de mim mesmo por ter estes pensamentos invulgares e mais tarde começo a sentir uma confiança ainda menor perante toda a sociedade, é difícil ser-se invulgar como eu e aguentar com toda esta pressão social, embora eu cause isto a mim mesmo, é invulgar.
Não consigo mudar o meu ser, por muito que tente, para deixar de sentir estas náuseas, que surgirão sempre que sentir a perturbação que é o olhar pensativo daqueles que não deviam pensar se não conhecem.
Às veses, o simples facto de saber que uma pessoa me olha nos olhos parece um sonho, uma fantasia cruel sem sentido para a sua existência. "Porque é que está a olhar para mim, porquê esta pessoa, porquê agora, e, quanto mal é que estará a pensar tão mal de mim?" é o que eu me questiono e o que sinto, que nunca ninguém, que não me conheça, pensa sempre mal de mim da primeira vez que me vê.
Eu confio cada vez menos e espero cada vez menos da pessoa a quem vou dirigir aleatoriamente a palavra, sei que essa pessoa me irá mentir.
Sinto-me constantemente enjoado quando imagino o que o próximo estará a pensar de mim, e tais náuseas atingem um auge que para mim é catastrófico quando me olham nos olhos com uma certa parecência pensativa... Causa ódio, e com esse ódio vem ainda mais medo...
Ao sair da situação em que me encontraria, passaria a sentir pena de mim mesmo por ter estes pensamentos invulgares e mais tarde começo a sentir uma confiança ainda menor perante toda a sociedade, é difícil ser-se invulgar como eu e aguentar com toda esta pressão social, embora eu cause isto a mim mesmo, é invulgar.
Não consigo mudar o meu ser, por muito que tente, para deixar de sentir estas náuseas, que surgirão sempre que sentir a perturbação que é o olhar pensativo daqueles que não deviam pensar se não conhecem.
Às veses, o simples facto de saber que uma pessoa me olha nos olhos parece um sonho, uma fantasia cruel sem sentido para a sua existência. "Porque é que está a olhar para mim, porquê esta pessoa, porquê agora, e, quanto mal é que estará a pensar tão mal de mim?" é o que eu me questiono e o que sinto, que nunca ninguém, que não me conheça, pensa sempre mal de mim da primeira vez que me vê.
Eu confio cada vez menos e espero cada vez menos da pessoa a quem vou dirigir aleatoriamente a palavra, sei que essa pessoa me irá mentir.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Iluminação
Orientado pelas estrelas que brilham com tanta força durante a noite, procuro encontrar a vista que para o meu olhar nunca foi divulgada sem motivo de alguma vez a ter tentado encontrar.
A riqueza do inverno permite-me ver água sempre que tento olhar para as estrelas para desviar imediatamente as minhas pobres esperanças de que alguma vez encontre a minha paisagem de eleição, obrigando a procurar refugio de uma constipação indesejada.
Continuo a divagar pelo caminho que me é desconhecido, ele é tenebroso e aborrecido. Sem não saber que tipo de imagem irão os meus olhos captar quando chegar ao destino incerto, a esperança de um final feliz oferece côr aos meus pensamentos que surgiam a preto e branco, esperando realmente encontrar aquele "desejo" nunca antes visto.
Nunca pedindo indicações, realmente sigo o caminho cegamente iluminado pelo que sinto, sem qualquer duvida e com a completa dedicação, tentando eliminar qualquer tipo de duvida que possa existir, este foi o caminho que iniciei, este é o caminho que deverei terminar de seguir.
Não é uma viajem triste, não é uma viagem feliz ou espirituosa, é aquele tipo de viagem que as veses tem de se fazer para dizer a nós mesmos que há sempre um objectivo a cumprir, que há um sorteio o qual a rifa tem sempre um prémio.
Há sempre um lugar a procurar, há sempre uma "aventura" a descobrir, há sempre o desejo de seguir em frente e haverá sempre o desespero de conseguir chegar lá...
Não me interessa onde estejas, não me interessa o que faças, só sei que no fim, tu és e serás sempre o melhor lugar...
A riqueza do inverno permite-me ver água sempre que tento olhar para as estrelas para desviar imediatamente as minhas pobres esperanças de que alguma vez encontre a minha paisagem de eleição, obrigando a procurar refugio de uma constipação indesejada.
Continuo a divagar pelo caminho que me é desconhecido, ele é tenebroso e aborrecido. Sem não saber que tipo de imagem irão os meus olhos captar quando chegar ao destino incerto, a esperança de um final feliz oferece côr aos meus pensamentos que surgiam a preto e branco, esperando realmente encontrar aquele "desejo" nunca antes visto.
Nunca pedindo indicações, realmente sigo o caminho cegamente iluminado pelo que sinto, sem qualquer duvida e com a completa dedicação, tentando eliminar qualquer tipo de duvida que possa existir, este foi o caminho que iniciei, este é o caminho que deverei terminar de seguir.
Não é uma viajem triste, não é uma viagem feliz ou espirituosa, é aquele tipo de viagem que as veses tem de se fazer para dizer a nós mesmos que há sempre um objectivo a cumprir, que há um sorteio o qual a rifa tem sempre um prémio.
Há sempre um lugar a procurar, há sempre uma "aventura" a descobrir, há sempre o desejo de seguir em frente e haverá sempre o desespero de conseguir chegar lá...
Não me interessa onde estejas, não me interessa o que faças, só sei que no fim, tu és e serás sempre o melhor lugar...
sábado, 14 de novembro de 2009
Soneto Perturbador
Doce pensamento de uma fúria desalmada, vais e voltas sem que consiga dar conta do evento que causaste ou do acontecimento que estás para criar.
Persegues almas fracas e mentes frágeis, afectando-as sem que te preocupes com o que será de ti e se alguma vez te conseguirão eliminar desta dimensão que nunca conseguiste proclamar. Duvidas-me, entristeces-me, confundes-me deixando-me de pulsos abertos que na minha memória para sempre ficarão, marca de ti que nunca e jamais será esquecida com o passar do tempo.
A tua melodia é suave e nítida, por verses confundida com muitas outras e nunca esquecida porque não permites ser apagada da memória dos que anseiam ser livres da tua angustia e desespero, tendo em conta que o som que libertas causa felicidade para as mentes sadisticas e maliciosas, mas também garantes que muitos gerem lágrimas e sentem dor quando a eles lhe fazes visitas casuais.
Oh soneto, és agradável mas assustador, e fazes-me questionar o porquê de quando passas por mim eu te guardo e armazeno durante tanto tempo que por vezes esqueço que ainda estás comigo, mas ainda te vais revelando em algumas vezes.
És a musica com que a voz que eu quero eliminar da minha memória mas não consigo, tento afastar-te mas arranjas sempre maneira de voltar para mim sem eu querer. Não tendo forma ou figura humana, não tens pensamentos e emoções humanas, não relembras o teu passado, não planeias o teu futuro, apenas vagueias pelo espaço que te é permitido e parecendo ilimitado, não tens vida existente que possa ser morta, não subestimas nem subjugas as palavras que a ti tentam ser dirigidas, de facto não devias de existir neste mundo...
Serás sempre aquele soneto que perturbará a minha vida e os meus sonhos, serás sempre aquele soneto, que embora agradável, odiar-te-ei e tentarei levar-te comigo para a campa, és a musica que nunca mais deverá ser ouvida
Persegues almas fracas e mentes frágeis, afectando-as sem que te preocupes com o que será de ti e se alguma vez te conseguirão eliminar desta dimensão que nunca conseguiste proclamar. Duvidas-me, entristeces-me, confundes-me deixando-me de pulsos abertos que na minha memória para sempre ficarão, marca de ti que nunca e jamais será esquecida com o passar do tempo.
A tua melodia é suave e nítida, por verses confundida com muitas outras e nunca esquecida porque não permites ser apagada da memória dos que anseiam ser livres da tua angustia e desespero, tendo em conta que o som que libertas causa felicidade para as mentes sadisticas e maliciosas, mas também garantes que muitos gerem lágrimas e sentem dor quando a eles lhe fazes visitas casuais.
Oh soneto, és agradável mas assustador, e fazes-me questionar o porquê de quando passas por mim eu te guardo e armazeno durante tanto tempo que por vezes esqueço que ainda estás comigo, mas ainda te vais revelando em algumas vezes.
És a musica com que a voz que eu quero eliminar da minha memória mas não consigo, tento afastar-te mas arranjas sempre maneira de voltar para mim sem eu querer. Não tendo forma ou figura humana, não tens pensamentos e emoções humanas, não relembras o teu passado, não planeias o teu futuro, apenas vagueias pelo espaço que te é permitido e parecendo ilimitado, não tens vida existente que possa ser morta, não subestimas nem subjugas as palavras que a ti tentam ser dirigidas, de facto não devias de existir neste mundo...
Serás sempre aquele soneto que perturbará a minha vida e os meus sonhos, serás sempre aquele soneto, que embora agradável, odiar-te-ei e tentarei levar-te comigo para a campa, és a musica que nunca mais deverá ser ouvida
sábado, 31 de outubro de 2009
Bittersweet shine
Antes de mais nada, gostaria de agradecer a aqueles que estão a ler isto e que estão dispostos a ler o texto abaixo apresentado, espero que gostem e que dêem uma opiniãozita sobre o conteúdo mencionado. Diogo Aleixo
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Com um toque posteriórico, a mente dilui o pensamento eufórico que poderá ser o ódio, a paixão, o medo, a felicidade em o arrependimento, a duvida, o medo, a ignorância ou lucidez até.
Uma emoção inquebrável, dura que nem cimento, facilmente pode sr moldada quando se é apanhado distraído e frágil. Notando e fitando uma personalidade estável, reparando que é por sua natureza mudar constantemente, durante o brilho solar ou a escuridão nocturna, modificando uma opinião oferecida, ou mantendo um sentimento que se está a tentar ver livre de.
Tristeza é o primeiro passo para o desespero, felicidade é o primeiro passo para um sorriso, ódio é o primeiro passo para a vingança crua e barbara consequente a outros acontecimentos negativos.
Nunca notoriamente celebrei um pensamento por muito diferente ou agradável que fosse sem que levasse á passagem de um evento que envolveria bastantes pessoas com o mesmo objectivo a concretizar.
Quem se ilude com uma mentira tentando acreditar que é a maior verdade que já lhe passou pela cabeça, apenas provou ser mais fraco do que aparentava ser, pois a realidade, por muita laminas que tenha e prontas a destruir o que possa ter, não deixa de ser o ponto crucial a que cada um levou a sua vida.
Não basta simplesmente olharmos uns pelos outros emocionalmente, fisicamente ou moralmente, porque também temos de gostar uns dos outros, daqueles que embora não repararemos, são os mais próximos de nós.
Celebrar, estimar e dar graça ao sorriso do próximo ou melhorar, aceitar e ajudar a angustia do outro... Qual a melhor maneira de mostrarmos o quanto humanos somos face ao desespero civil comum?
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Com um toque posteriórico, a mente dilui o pensamento eufórico que poderá ser o ódio, a paixão, o medo, a felicidade em o arrependimento, a duvida, o medo, a ignorância ou lucidez até.
Uma emoção inquebrável, dura que nem cimento, facilmente pode sr moldada quando se é apanhado distraído e frágil. Notando e fitando uma personalidade estável, reparando que é por sua natureza mudar constantemente, durante o brilho solar ou a escuridão nocturna, modificando uma opinião oferecida, ou mantendo um sentimento que se está a tentar ver livre de.
Tristeza é o primeiro passo para o desespero, felicidade é o primeiro passo para um sorriso, ódio é o primeiro passo para a vingança crua e barbara consequente a outros acontecimentos negativos.
Nunca notoriamente celebrei um pensamento por muito diferente ou agradável que fosse sem que levasse á passagem de um evento que envolveria bastantes pessoas com o mesmo objectivo a concretizar.
Quem se ilude com uma mentira tentando acreditar que é a maior verdade que já lhe passou pela cabeça, apenas provou ser mais fraco do que aparentava ser, pois a realidade, por muita laminas que tenha e prontas a destruir o que possa ter, não deixa de ser o ponto crucial a que cada um levou a sua vida.
Não basta simplesmente olharmos uns pelos outros emocionalmente, fisicamente ou moralmente, porque também temos de gostar uns dos outros, daqueles que embora não repararemos, são os mais próximos de nós.
Celebrar, estimar e dar graça ao sorriso do próximo ou melhorar, aceitar e ajudar a angustia do outro... Qual a melhor maneira de mostrarmos o quanto humanos somos face ao desespero civil comum?
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